Paralisia Cerebral

 

Paralisia cerebral e crianças com alteração neurológica

Crianças com alterações neurológicas usualmente causadas por hipóxia perinatal, processos infecciosos como meningites ou mal-formações genéticas sindrômicas ou não sindrômicas, tendem a ter necessidade de avaliação otorrinolaringológica em ouvido, nariz e garganta.

Ouvidos

Todos os pacientes devem ser submetidos a avaliação de ouvidos e audição periodicamente pois possuem usualmente fatores predisponentes para perda auditiva e, por terem flacidez de musculatura de garganta, terão dificuldade de ventilação de ouvidos através da tuba auditiva. Esta dificuldade nos leva ao acúmulo de secreção em orelhas médias e perda temporária da audição.
Obstrução Respiratória

Os casos de obstrução respiratória em crianças com paralisia cerebral podem ter origem em diversas estruturas da via aérea. Sua melhor forma de avaliação é a nasofibrolaringoscopia, exame realizado através da passagem de fibra ótica flexível através das fossas nasais para avaliação em vídeo das estruturas do ponto de vista morfológico e funcional. Devem ser observadas as seguintes possibilidades:

Hipetrofias de cornetos nasais potencialmente causadas por rinites;

Desvios septais causados por uso prolongado de sondas nasais;

Estenoses (estreitamentos) de fossas nasais causadas por uso prolongado de sondas nasais;

Hipertrofia de adenóide e tonsilas palatinas: o aumento de tonsilas palatinas (amígdalas) e adenóide podem ter maior interferência em pacientes com alterações neurológicas devido a flacidez do palato (céu da boca), que pode colabar com a respiração;

Colabamento de via aérea alta por flacidez muscular ou retroposicionamento de base da língua e recobrimento das estruturas da laringe.